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Eri Johnson fala sobre sua vida ser um eterno verão: "É pura verdade"

Ator está em cartaz com a peça 'Um Casamento Feliz', em São Paulo, onde atua e dirige a comédia de autoria de Gerard Bitton e Michel Munz.

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Reprodução/Internet

Eri Johnson é um daqueles atores que ficaram conhecidos na TV, mas que têm um carinho especial em atuar no teatro. Porém, até ele mesmo reconhece que os anos jogando futvôlei na praia ao lado de craques como Edmundo e Romário fez muita gente imaginar que ele era apenas um bon vivant cuja vida era um eterno verão nas areias cariocas.

Estigma que, inclusive, gerou a página O Eterno Verão Que é a Vida de Eri Johnson no Facebook. Ele não nega que o termo tenha seu fundo de verdade. Se o ator passa grande parte da vida nos palcos, onde estreou há 38 anos, o tempo livre é dedicado às areias mesmo.

"Não é um meme. É a pura verdade. Tem gente que nem sequer sabe que sou ator", ironiza ele, que deu vida a papéis icônicos na TV, como o gótico Reginaldo (De Corpo e Alma) e o Ligeirinho (O Clone).

Mas quem sabe e o acompanha, tem carinho grande. Talvez até excessivo. Eri comenta que nos anos 90 não era raro nascer bebês com o seu incomum nome composto, fenômeno que se repete nos cartórios sempre que algum famoso se destaca. "Conheci dois Eri Johnson na verdade. Fico muito feliz, e a minha gratidão é total", comenta.

E Eri não é só ator. Com a peça Um Casamento Feliz, que volta a São Paulo para temporada no Teatro das Artes, ele também assume a posição de diretor da comédia de Gerard Bitton e Michel Munz.

Para ele, esse acúmulo não foi de fato um problema. Com 20 peças no currículo, conseguiu arranjar uma forma de ter desenvoltura para ocupar as duas posições principais do espetáculo. "Sempre que estou em cena com os meus colegas, esqueço que sou diretor e procuro fazer o melhor. Nos ensaios e nas apresentações, nós vamos nos aperfeiçoando para manter o sucesso e pensando em melhorar a cada apresentação", explica.

Trazer a peça para São Paulo pela segunda vez após tempoaradas bem-sucedidas no Rio também é um motivo de orgulho para o ator, que enxerga na cidade a capital da cultura no Brasil. "Acho até que viemos rápido, poderíamos vir só em 2019. Mas São Paulo se alimenta de cultura e isso é ótimo", explica.

A história da peça é sobre um heterossexual solteirão convicto, que recebe uma herança milionária da Tia Carola. Mas ele não contava com uma condição no testamento: precisava se casar e assim permanecer por um período mínimo de um ano. Durante esse período, ele receberia visitas ocasionais de um oficial de justiça para avaliar se realmente ele está vivendo "um casamento feliz".

Mas apesar de não ser o autor, o roteiro lembra o próprio casamento de Eri com a estudante Alice Souto, que durou pouco mais de um ano e chegou ao fim em 2017. O ator garante que não há ligação nenhuma nem influenciou o trabalho, apesar da irônica coincidência. A única coisa que ele assume sobre o matrimônio é que morar com a ex em Belo Horizonte (MG), longe do eterno verão carioca, foi um fator determinante na separação. "Gosto muito de BH e não me arrependo. Mas realmente foi bem difícil".